Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015
STE pede ao Governo auditoria às empresas públicas

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O sindicato dos Trabalhadores do Estado pede ao Governo a suspensão acompanhada de uma sindicância no Instituto Marítimo e Portuário santomense e esclarecimento do processo do Porto de Águas Profundas.

Em conferência de imprensa feita hoje, o secretário-geral do sindicato dos trabalhadores do Estado afirmou que no Instituto Marítimo e Portuário (IMAP) tem havido casos de corrupção e gestão danosa e por isso o Governo deve mandar fazer uma auditoria a sua gestão. "O sector de IMAP tem sido dirigido com a ausência de um controlo eficaz de Estado tais como depósito de cobrança fora de Banco Central, emprego por conveniência, salário atribuído sem critério" afirma Aurélio Silva que acrecenta afirmando que o IMAP tem se convertido em "propriedade alheio com fins elícitos".

Por estas e outras anomalias, Silva pede ao governo que mande fazer uma auditoria sobre a gestão desta empresa que, segundo diz, se for bem gerida poderá remeter alguma verba para o cofre do Estado. Algo que até então não tem acontecido, não obstante o IMAP ter arrecadado receitas diariamente através dos seus serviços prestados.

O secretário-geral dos trabalhadores do Estado, pede ao Governo que pesquise o autor dos supostos casos de emissão de cédulas marítimas falsas no IMAP. "Não entendemos porque o país carece de uma base de dados nacional sobre o registo de naviso com bandeira santomense, bem como informações, sobre o paradeiro de várias centenas de barcos que alvoram a nossa bandeira e matrícula nas águas internacionais sem controlo de registo de IMAP e da autoridade nacional", aponta Aurélio Silva.

Relativamente ao processo da construção do porto de águas profundas, Silva pede ao Governo que venha ao público esclarecer melhor esse processo que, segundo diz, há dossiês e verbas que ficaram por ser esclarecido os seus paradeiros. Segundo o mesmo, em 2006 foi concluído um estudo de viabilidade financeira da construção do porto de águas profundas financiado pelos EUA que aponta "uma expetativa de criação de cinco mil postos de emprego. Adiciona também como vantagem o facto de que mais de metade no Orçaemento Geral do Estado (OGE) anual viria beneficiar das receitas do porto e requalificação da cidade de Guadalupe (cidade do distrito onde seria construído o porto) e seus arredores".". 

Perante estes ganhos e por alegadamente não se ter dado as devidas explicações à população sobre o fecho desse processo, o sindicato solicita ao Governo o paradeiro do financiamento americano e todos outros financiamentos até então investidos no processo de porto de águas profundas. 

O sindicato dos trabalhadores da função pública, pede ao Governo maior controle da gestão das empresas públicas do país.

Bakana (H2Lopes)
publicado por Bakana às 07:29
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