Terça-feira, 9 de Julho de 2013
Reportagem: Atletismo em Assomada ganha corpo

Interior de Santiago é uma região onde o atletismo é pouco evoluído e os poucos atletas que praticam-na enfrentam várias dificuldades, desde ausência de clubs e treinadores onde possam integrar e receber melhores acompanhamentos. Como forma de superar essas ausências e promover a modalidade na região, alguns atletas criaram o “Estrelas de Norte”.

É assim que se chama o primeiro club de atletismo criado em Assomada, “Estrelas do Norte”. Wilson Monteiro, atleta e representante do grupo, diz que a ideia surgiu desde quando ainda corria nas pistas portuguesa. “Quando ainda eu era estudante em Portugal ganhou fui ganhando gosto pelo atletismo e comecei a treinar num club em Leiria, onde competi e arrebatei o primeiro lugar por várias vezes”. Em 2012 quanto regressou Wilson diz ter visto os atletas a treinarem cada um por si, então decidiu ajuntá-los em volta de um club.

“Queria criar um grupo forte que chamasse mais atenção das pessoas para a modalidade”, refere Wilson que continua dizendo que no início treinava sozinho no Estádio Municipal em Assomada, mas aos poucos foram surgindo outros praticantes da modalidade e começaram a trocar ideias para a valorização da modalidade. “No início éramos três, mas agora já somos por volta de vinte e seis, sendo um de sexo feminino”.

A fraca presença feminina no grupo é reflexo da pouca participação das mulheres no atletismo nesta região, salienta Wilson. Segundo este treinador e atleta, o club tudo fará para superar este défice. “Esse é um ponto fraco do nosso projecto, mas pretendemos cativar as meninas, fazê-las sentirem mais abertas para a prática dessa modalidade”, acrescenta.

 

Os primeiros frutos    

O grupo que possui apenas seis meses de existência já realizou em parceria com a Federação Regional de Santiago Norte de Atletismo o campeonato regional de onde conseguiram apurar seis atletas para o campeonato nacional a decorrer na ilha do Sal nas categorias dos 100 metros, 200, 500 e 800 metros.

 

Walter Cabral atleta de 19 anos aponta-o como referência para dizer que o club irá descobrir e valorizar as potencialidades dos atletas da região. “Wilson viu-me a jogar futebol e disse-me que tenho potencial para correr e daí começamos a treinar duramente, tenho cinco meses de treino, e participei na competição regional nos 100 e 200 metros e consegui apurar para campeonato nacional na categoria dos 200 metros”.

Eva Pereira que também irá estar presente no campeonato nacional na categoria dos 500 e 800 metros diz que ser atleta na nossa região é muito difícil uma vez que há apoios. Contudo, com a criação das “Estrelas do norte” espera-se as coisas melhorem. Para esta campeã de 2009 “tendo um club de atletismo nós teremos mais visibilidade perante a sociedade e os possíveis patrocinadores”.     

Apesar da carência dos meios materiais, Walter Cabral sente-se satisfeito estando no grupo e tem a esperança de crescer mais. “Tendo um treinador e um grupo de trabalho acredito que todos os atletas desenvolverão mais as suas capacidades e estarão no topo a nível nacional e o nosso club será um dos melhores de Cabo Verde”, relara Walter.

Wilson Monteiro que sente-se satisfeito com a apuração dos seus atletas diz que, por terem apenas atletas sénior, a ideia do club é preparar atletas para só para competições. “Somos três treinadores e elaboramos os planos de treinos intensos que possibilitam aos nossos atletas elevarem as suas capacidades à escala competitiva”. 

Mas a falta de condições de treino é a maior dificuldade que o grupo enfrenta. Actulamente os atletas têm o Estádio Municipal de Assomada como a única alternativa, um espaço bastante procurado pelos desportistas para prática de actividades diversas, desde futebol passando pelo Rugby até aeróbica.

Walter reclama que as vezes o estádio fica totalmente ocupado e têm que usar apenas o espaço da grande área do campo, ou “quando precisamos ir mais além temos que pedir os outros para pararem as suas actividades e deixarem-nos por alguns minutos” e isso tem condicionado muito os treinos.

Por seu lado, Wilson Monteiro reconhece que a ausência de uma pista dificulta muito os treinos, principalmente para as provas de distâncias mais curtas, que variam dos 100 metros até 10 mil metros e as provas em comprimentos, corridas da curva e outras. “Por exemplo, para as corridas da curva tentamos simular as curvas com os cones”, remata.

Mas as carências não param por aqui. A necessidade de caixas de areias, varas e colchões para salto em comprimento, salto com varas e em altura respectivamente são algumas lacunas que limitam os treinos. Actualmente os atletas treinam com alguns meios próprios, como barra e marcação de partida, mas esses meios não são suficientes, acrescenta Wilson.

Para colmatar algumas falhas, o club conta com apoio de algumas empresas, da Federação Regional de Atletismo Santiago Norte, dos amigos atletas residentes no estrangeiro e dos dirigentes e club português onde o Wilson treinava.

O projecto parece querer ir mais além da criação do club. Segundo o responsável, a ideia é criar o club e depois que o mesmo estiver bem firme e reconhecido, “virar as baterias para a formação de atletas juniores e realizar treinos de aeróbica”. O Club tem três treinadores de atletismo e um de aeróbica, “com isso pretendemos realizar actividades com e para todas as idades”, salienta Wilson Monteiro.

Bakana (H2Lopes)
publicado por Bakana às 13:22
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Assomada acolhe concurso de batuque

Assomada acolhe a primordial edição do concurso do batuque regional, com presença de 35 grupos em cinco secções com duas meias-finais e um final desde nove de Junho e termina no dia sete de Julho.

É uma forma encontrada em valorizar o batuque de forma a ser praticada com mais frequência e também de unir as batucadeiras dos diversos concelhos do interior de Santiago na medida em que possam criar laços de amizade.

Em cada secção são cerca de sete grupos com temas dos problemas sociais. Onde o grupo de fidjos de São Miguel deu abertura ao concurso com o tema preservação da cultura, com o tema preocupação social, e com a finação com temas sida, droga e ambiente.

Segundo Anícia Almeida, de grupo de Delta Cultura,” é uma iniciativa muito boa a realização do concurso.”

Afirma Isaac Vicente, realizador do concurso, “a finalidade é de reavivar a cultura de batuque, tentar juntar todos os grupos da ilha de Santiago e tentar oficializar grupo orientar para um caminho onde possam ter maior apresentação e gravar. Como técnico de animação social e cultural.”

 No primeiro dia do concurso ultrapassaram para a próxima fase os grupos, Delta cultura de Tarrafal, Fidjos de São Miguel de Calheta e Coragem de São salvador do Mundo.

Afirma Marisa Correia, responsável do grupo Delta Cultura, ”é um evento de grande importância e significa que existem pessoas que ainda preocupam em valorizar mais o batuque, e existem vários grupos mas é olhado de forma diferente e precisa ser mais promovida e pode começar a ser convidado para festivais”.

A concorrência também foi marcada por uma polémica do grupo de Cumbém, não selecionada para próxima fase criticaram a mesa do júri e o não cumprimento do regulamento.

Para Mecha responsável do grupo de Cumbém, o regulamento não foi levado em conta pelos júris, respeitando todos os pontos citados no regulamento como seis minutos para cantar e com doze elementos. Deveríamos passar para outra fase devido ao cumprimento das regras expostas pela organização. Frisa ainda que irão fazer uma manifestação em prol da justiça.”

Para Ariana Monteiro, público, a concorrência foi bem organizada e espero não terminar por aí mas sim dinamizar cada vez mais.”

O público aderiu em massa emocionado com as batucadeiras que cantaram e encantaram com as diversas melodias no polivalente.

Bakana (H2Lopes)
publicado por Bakana às 13:18
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Opinião: A Educação Popular

Gostaria de começar por agradecer por agradecer os alunos do 3º ano do curso da comunicação social / Jornalismo da Universidade de Santiago e particularmente os que estão intimamente ligada com a produção do jornal, voz da US que não tenho palavra para tal.

Prefiro falar do meu tema relacionando com a educação escolar e nem sentido académico (universitário), visto que eu defendo que essas duas formas de conhecimento devem estar intimamente correlaciona ou conectada, não está, isso porque há muitos quadros nossos que terminam a formação, ingressando numa instituição, mas não tem uma ligação com a sociedade onde ele vive ou vivia no sentido de ajudar as pessoas que vivem em condições desfavoráveis e em certa medida desbloquear a localidade.

Se o educador e pedagogo Paulo Freire defendiam- a como um processo de conscientização e de emancipação social, cultural e politica das classes mais desprotegidos, eu defendo no lugar de um jovem atento e cívico que essa educação popular é uma forma de exumar as potencialidades locais, fazer com que cada individuo sinta- se capaz de autonomizar, conhecer as vertentes que faz com que cumpra o seus deveres e exige os direitos.

Resumo dizendo que espero que cada aluno, dessa universidade saia daqui como cidadão com comportamento com situações difíceis e que não seja cúmplices das ideias que inspira a confiança, a solidariedade e a partilha, mas capaz de ser agente que provoca a mudança, no bom sentido das palavras. Quem sabe no futuro próximo, poderemos junto fazer com que todos conheçamos e põe em prática os direitos civis políticos e sociais, e quem sabe o melhor caminho é o encontro entre educação universitária ou académica com a Educação Popular onde cada família tem acesso gratuito a constituição da nossa República, e todos os outros mecanismos no que tange as leis, normas, regulamento valores e princípios que regem o bom funcionamento de toda as vertentes da sociedade.

 

Por: Bernardino Cardoso

Bakana (H2Lopes)
publicado por Bakana às 13:08
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