Terça-feira, 23 de Abril de 2013
O imortal poema de Gonçalves Dias

Canção do exílio



"Minha terra tem palmeiras,                            
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores


Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."

                     Gonçalves Dias

 

 

Bakana (H2Lopes)
publicado por Bakana às 15:45
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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013
Entrevista com Jõao Pereira “Tikai”, actor e Vereador da Cultura em Stª. Catarina de Santiago

 

O interior de Santiago é considerado o berço da cultura cabo-verdiana, no que se refere ao batuku, funaná, finason, tabanka e teatro. Santa Catarina é o centro destas manifestações culturais. Mas nos últimos tempos tem estado um pouco adormecido por vários factores. João Pereira, conhecido como “Tikai”, actor e Vereador da Cultura, numa entrevista a Voz da US, aponta os desafios e projectos que passam pelo oferecimento de oportunidades e acompanhamento aos grupos, para elevar a cultura em Santa Catarina.

Vos da US (VUS): Enquanto actor e Vereador da Cultura, que análise faz da cultura Cabo-verdiana Cabo Verde e da Santa Catarina, em partícula.

João Pereira (JP): Em relação a cultura em geral, eu penso que desde a década de noventa até agora a cultura tem desenvolvido. Muitas coisas forma feitas e outras estão sendo feitas e por fazer, mesmo a nível de batuku, funaná, artesanato. Portanto, hoje temos muitos grupos culturais que têm-se desenvolvido e apresentando os seus trabalhos. Em relação o teatro, eu penso que ainda há muita estrada a percorrer, principalmente em Santa Catarina. Ainda com muita vontade de trabalhar os grupos têm muitas dificuldades na realização de suas actividades e precisam de apoios. Depois de assumir a pasta de vereador, consegui descobrir onze grupos de teatro em Santa Catarina que não eram conhecidos. Como forma de apresenta-los ao público, realizamos o festival de teatro no concelho.

 VUS: Enquanto vereador da cultura, além de dar oportunidade aos jovens de subir ao palco e apresentarem os seus trabalhos há outros incentivos uma vez que muitos os grupos queixam-se outros problemas?

JP: Sim. Temos estado a fazer muito para os mesmos. Eles necessitam não só de apoio financeiro, mas também de acompanhamento e espaços para trabalharem. Por isso, disponibilizamos gratuitamente os espaços de Polivalente, Cineclub e Polidesportivo de Nhagar para eles. Tudo isso para incentivá-los a continuarem a trabalhar.

VUS: “Tikai” é um actor que já conquistou o mercado de teatro. Foi fácil chegar onde chegou?

JP: Não. Não foi e continua não sendo. Para assegurar o meu trabalho, tenho enfrentando várias dificuldades, uma vez que ele exige muito esforço. A pirataria é um dos factores que fragiliza-nos. Infelizmente, gastamos muito para gravar um trabalho e a pirataria impossibilita-te de beneficiar dos nossos trabalhos. Os apoios que recebo são da minha família, amigos e algumas individualidades, mas isso as vezes não chega. Por exemplo, se fomos fazer uma actuação, sendo mais ou menos vinte elementos, o dinheiro arrecadados com os bilhetes não chega. Pagas as despesas e ficas sem um cêntimo. Mas a minha alegria e ver crianças e adultos a dirigirem-se às salas para assistirem o meu trabalho.

VUS: Qual a relação entre o teatro de Santiago e o de São Vicente, particularmente o praticado na escola de João Branco? Para si, destes dois qual possui em si mais espírito de cabo-verdianidade?

JP: Se falarmos do festival Mindelarte, no início estava melhor, porque tinha mais grupos nacional do que estrangeiros, mas agora verifica-se o contrário. Isso dificulta analisar a cabo-verdianidade deste festival. Posso estar errado, mas o teatro que eu, o grupo “Juventude em Marcha” e Gil Moreira faz, é esse o teatro típico cabo-verdiano. Agora, quando se pega numa peça cabo-verdiana e introduz-se muitas técnicas do teatro da Grécia Antiga e outras, foge-se um pouco da realidade nacional.

VUS: Até que ponto o Banco da Cultura pode beneficiar os artistas?

JP: Essa iniciativa é boa, porque em Cabo Verde precisamos de tudo e esse baco pode ajudar alguns artistas com um certo financiamento, mas aqueles de audiovisual têm receio de recorrer a esse banco. Isso porque, como pode alguém recorrer a um empréstimo para produzir um trabalho em que não conseguirá ter lucro para saldar a dívida. A pirataria não deixa. Ninguém compra o original do seu trabalho, porque tem como comprar uma cópia falsa a um preço bastante baixo. Portanto, como disse, isso fragiliza e desincentiva principalmente os que se encontrar no início da carreira.

VUS: Sendo a pirataria o maior inimigo dos artistas, o que acha, enquanto actor e Vereado, que se tem feito ou deveria ser feito no combate a esse mal?

JP: Sei que muito tem sido feito pelas entidades competentes, mas dado a modernização dos aparelhos tecnológicos isso torna-se mais difícil. A população também pode colaborar nessa luta. A população poderá decidir não comprar os trabalhos piratas, para que comprando o original estará a ajudar o artista a continuar a produzir e oferecer mais trabalhos ao povo. Eu digo que daqui há pouco tempo, os chineses e emigrantes da costa africana é que passarão a gravar as peças, porque eu por exemplo já não gravarei mais. Por outro lado, as autoridades deveriam controlar mais as essas vendas ilegais que são feitas publicamente.

VUS: Disse que em Santa Catarina há por volta de uma dezena de grupos teatrais. Defende a profissionalização desses grupos?

JP: A profissionalização é melhor, porque dificilmente consegue-se estar em dois lugares o mesmo tempo. O facto de um actor não conseguir viver só de arte, ele tem a necessidade de fazer outro trabalho. Isso traz-lhe vários constrangimentos. Muitas vezes o actor não consegui divulgar devidamente o seu tralho, porque não pode deslocar-se para muito longe do local onde trabalha como profissional. Por isso defendo a profissionalização dos grupos, caso não é difícil sobreviver. Não conseguis ter um trabalho de alta qualidade, ficas sem tempo para se descocar e divulgar os trabalho.

VUS: Falemos um pouco sobre o seu último trabalho, “Piquinina”

JP: Essas peças que já gravei foram feitas e apresentadas no palco na década de noventa. Na s nossas peças procuramos trazer para debate assuntos que inquietam a nossa sociedade, como alcoolismo, droga, gravidez na adolescência e outras. A “Piquinina”, na primeira parte, traz a violência doméstica, alertando e demostrando as pessoas, as causas e consequência desse problema., mostrando-as os meios e serviços estão disponíveis no combate. Na segunda parte, debate a desobediência aos pais. Procurei demostrar como os pais devem cuidar dos filhos, não só meninas. Concretamente nesta peça, fala-se uma menina que faz de tudo para ir a uma discoteca.

VUS: O que a Câmara tem como proposta para transformar Santa Catarina como uma cidade de cultura, já sob a opinião de muito, essa cidade está um pouco estática nesta área?

JP: Desde que assumi o pelouro da cultura temos estado a realizar várias actividades de incentivo aos jovens locais, dentre elas o “Feste Sexta, em que todas as sextas-feiras tínhamos actividades no Cineclub”. Neste ano estamos a apostar na formação e organização dos grupos culturais. Criamos uma base de dados que nos possibilita conhecer quantos grupos culturais e desportivos temos no Concelho. Como resultado desse levantamento é o festival de teatro que decorre de 15 a 27 deste mês. Vamos ter o dia da cultura Santa Catarina que será em 6 de Junho coincidindo com a data de nascimento de Norberto Tavares. Ali será organizada uma gala onde homenagearemos os artistas e desportistas locais por tudo que já fizeram para este Concelho. Portanto, teremos actividades durante todo o ano, tanto é que neste momento lançamos o concurso “Talento Santa Catarina 2013” e posteriormente, teremos “todo mundo canta e dança”, para que cada um possa mostrar o que sabe fazer na cultura.

Bakana (H2Lopes)
publicado por Bakana às 16:35
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Sexta-feira, 19 de Abril de 2013
Lançamos hoje o nosso jornal VOZ da US

A Universidade de Santiago lança hoje, dia 19, a primeira edição do jornal VOZ da US- Jornal Universitário da Universidade de Santiago.

Este informativo reune notícias, reportagens, entrevistas e crónicas sobre a região Santiago Norte produzidas por alunos do 3º ano do curso de Jornalismo da US, como fruto da nossa (alunos de Jornalismo da US) dedicação e visão jornalístico.

Bakana (H2Lopes)
publicado por Bakana às 10:05
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Quarta-feira, 17 de Abril de 2013
O autor de "Gangnam Style" com novo sucesso: "Gentleman"

Depois "Gangnam Style", Psy, rapper sul-coreano, volta a bater record no youtube, com o seu novo clip, Gentleman.




O video publicado no dia 14 deste mês, ultrapassa 10 milhões de visualizações em apenas 24 horas.


Confira o sucesso:http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ASO_zypdnsQ

 

 

Bakana (H2Lopes)
publicado por Bakana às 11:26
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Terça-feira, 16 de Abril de 2013
O tamanho também conta

A atratividade de um homem depende do trio: altura, forma do corpo e tamanho do pênis, segundo pesquisa publicada  na versão online da revista PNAS.

Na pesquisa, o tamanho do pênis teve um efeito mais forte na atratividade em homens mais altos do que nos mais baixos. Houve ainda um aumento semelhante no efeito positivo tanto para o tamanho do pênis quanto para a forma corporal mais masculina (com ombros mais largos que os quadris). Um pênis maior teve praticamente o mesmo efeito positivo na atração feminina do que um homem mais alto.

Brian Mautz, da Universidade Nacional da Austrália, perguntou-se como o tamanho do pênis interage com traços do corpo que geralmente são considerados atraentes e resolveu fazer a pesquisa.

Usando dados de um grande estudo com homens italianos, os pesquisadores criaram 343 figuras masculinas geradas por computador que variavam de tamanho do pênis, bem como de altura e relação entre ombro e quadril --traços que outras pesquisas já haviam ligado à atratividade e sucesso reprodutivo.

Mautz e sua equipe transformaram as figuras em vídeos curtos e os projetaram, em tamanho real, em uma parede para visualização por 105 mulheres. Cada mulher assistiu a um conjunto aleatório de 53 vídeos e avaliaram a atratividade como potenciais parceiros sexuais em uma escala de 1 a 7.

"A primeira coisa que descobrimos foi que o tamanho do pênis influencia atratividade masculina", diz Mautz. "Há algumas ressalvas a isso, e a primeira é que a relação não é uma linha reta." Ao contrário do que se podia imaginar, que a atratividade aumentaria sempre de acordo com o tamanho do pênis, a equipe descobriu que a atração aumenta rapidamente até o comprimento do pênis flácido de 7,6 centímetros e, então, começa a desacelerar.

 

fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia

Bakana (H2Lopes)
publicado por Bakana às 14:11
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Nôs comida

Dexam kontau go

 

Cabo verde é o que se come… Cabo verde sempre foi o que se come. Terra de luta, terra de sangramento, terra de humildade, mas não de escravidão, terra de simplicidade mas não mais de inocência.

Cabo verde é o povo, é a musica, é o trabalho árduo, é a luta… cabo verde é o suor de cada um.

Nós comemos aquilo que plantamos, por isso sabemos dar valor a aquilo que pomos no prato, damos valor a aquilo que conseguimos.

Nós somos aquilo que somos, e o que comemos nos faz ser o que somos.

Cabo verde di sperança.

Origem

Dundi ki bendu?

Derivados de toda a África e da Europa ocidantal e implementado nas ilhas de Cabo Verde, os produtos foram ganhando espaço na gastronomia desse País, destacando-se pela fusão com outros produtos tradicionais dando resultado a pratos maravilhosos.

Bebidas

Sobre a bebida é o que se sabe.

O famoso grogue Cabo-verdiano faz as delícias dos apreciadores da cachaça e não só.

Pois é com essa aguardente que se faz os deliciosos e famosos «PONTXES» de Cabo Verde, que é adorado por esse povo e principalmente pelos que se encontram fora do País e se alegram com um único gole, quando possível, recordando assim a terra amada.

Nos Festas

O povo Cabo-verdiano é famoso pela sua alegria de viver, a sua hospitalidade, e o amor pelas festas... Sim, é mesmo amor.

Nas festas populares é que se destacam os melhores pratos que em algum dos casos só são confeccionados uma vez por ano, deixando assim a saudade dos apreciadores.

Cada ilha, cada cidade, cada região é famoso pela sua originalidade e criatividade, fazendo com que cada estranho que vá de visita pense principalmente na COMIDA.

Ocasions

No dia-a-dia dos Cabo Verdeanos, a alimentação varia entre pão, frutas, arroz, leite, café, milho e principalmente peixe que está mais presente do que a carne.

Base

Feijão, Arroz e principalmente Milho.
Essas são a base da gastronomia Cabo-verdiana que confeccionados de diferentes formas fazem com que cada prato seja único.
Bakana (H2Lopes)
publicado por Bakana às 11:10
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poemas

A DANÇA

Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio 
ou flecha de cravos que propagam o fogo: 
te amo secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva 
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores, 
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo 
o apertado aroma que ascender da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde, 
te amo diretamente sem problemas nem orgulho: 
assim te amo porque não sei amar de outra maneira, 

Se não assim deste modo em que não sou nem és 
tão perto que a tua mão sobre meu peito é minha 
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.


Pablo Neruda

 


Façamos da interrupção um caminho novo.
Da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sonho uma ponte, da procura um encontro!


Fernando Sabino

Bakana (H2Lopes)
publicado por Bakana às 10:54
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